lacrime per te

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"Às vezes os pesadelos são reais."
Dean Winchester     (via i-have-feelings)

(Source: vici0s-virtudes, via i-have-feelings)

— 21 minutes ago with 5494 notes
"Passaram-se muitas estações desde a última carta escrita…
Ainda me recordo claramente tal dia: Eu via um pôr-do-sol avermelhado através de uma grande veneziana em uma biblioteca, o céu estava rosado devido o frio, se tonalizando com o lilás da noite que estava por vir, e meu coração se dilacerava em nostalgias espinhosas a cada letra eternizada no papel. Em mãos eu tinha um café muito doce e ainda quente demais pra se beber com pressa, que —talvez— fora o motivo de minha carta ter sido tão apaixonada e detalhada. O vapor subia, dando contraste ao cenário que meus olhos usavam pra se distrair. Escrevi uma carta grande, levantei, percorri os corredores vazios que ecoavam cada passo apressado dado, abri a grande e iluminada porta de vidro da saída, vomitei minha saudade pelos olhos, sequei-as, antes que denunciassem meu estado interno, e antes que eu me dirigisse ao metrô, rasguei a carta em oito pedaços. Rasguei na esperança que o passado fosse levado com o vento como aqueles pedaços de folha —que mais pareciam cacos de minha alma— sequei outra lágrima, apertei meu rosto com as mãos, olhei para o céu como quem clama em desespero a cura de uma chaga mortal, olhei para frente e parti; Ali acabou meu dia —e também o resto do ano.
[…]
Não é sempre que as palavras caem no papel de forma harmoniosa, e, mesmo que as inspirações viessem acalentar meus pensamentos, eu não escreveria. Ao escrever, minhas memórias se reacendem dentro de mim, me fragilizando mais do que é de meu agrado. Dizem que os olhos são as janelas da alma, mas se alguém realmente quiser saber sobre a saúde de minha alma, basta interpretar os meus textos com a mesma sintonia que eu os escrevi.
Pela janela eu via as folhas secas cadentes dançarem, trazendo o outono e todos os seus dias calmos. Vai-se embora o verão sem se despedir, e da mesma forma que veio sem ser bem-vindo, tal como o amor; Meu espírito nunca foi de dar boas vindas ao calor. Sinto que nele tudo é mais cansativo, mais passageiro, mais tedioso, e com certeza menos inspirador.
Os tempos frios vieram, e ironicamente o amor queimando torna saudade mais ardente. Incinera-me por dentro sem dó, enquanto minha pele se contrai com o frio das tardes solitárias, apenas lembrando de vidas que vivi com a pessoa mais linda desse mundo, a perfeição em carne, osso, e olhares famintos. Um corpo que parece ter sido modelado ao meu, dando o encaixe de um abraço perfeito. Cabelos negros como a noite, pele branca como a lua, olhos cintilantes como estrelas em fulgor […] Sinto tanta saudade de nós…
Vai-se outra estação, outras dores, outros pedaços de mim. A casa vazia assiste meu peito se rasgar. Fecho a janela, respiro fundo, choro um pouco, lembro, choro, lembro, choro… e durmo —na esperança de sonhar com você, e ali te ter pra mim.
"
— 33 minutes ago with 316 notes
"Ele me falava que eu era tímida demais e eu falava que ele era descolado demais para falar comigo. E ele dizia que não se importava. Logo de cara ele soube de toda a minha vida. Contei do meu passado, do meu ex namorado babaca e ele me contou das gatinhas que estava pegando. Logo vi queera daqueles caras que não dá para se apaixonar. Então era do meu tipo: os babacas impossíveis que me largam na primeira oportunidade. Mas com ele seria diferente, eu tentaria resistir aos seus olhos castanhos e tenho certeza que ele não teria nenhuma dificuldade em resisitir a mim. Logo descobri que não seria tão fácil assim. Ele era o cafajeste com o sorriso mais lindo do mundo, com o cheiro amadeirado mais impregnante e com o melhor abraço do mundo. Eu contava dos caras, ria e comendo uma batata dizia ”Ele era babaca demais, não sabia nem o que era um életron.” E ele ria mais ainda de mim dizendo que eu era uma nerd sem fundamento e que saber o que era um életron não mudava a vida de ninguém. E bagunçava meu cabelo. E falava com aquela mansa que eu ia morrer solteira por escolher demais. Eu concordava. E riamos. E eu me apaixonava. E ele me contava das gatinhas e dizia ”Já tinha pegado 5 vezes, cansei do perfume dela.” E eu ria. Porque ele me dizia que o meu perfume era o melhor do mundo e que nunca iria se cansar. E eu alimentava. Acreditava. E passeavamos no parque e ele me comprava botões de flores. E ria da minha cara. Ele sabia que eu odiava flores e comprava para me provocar. E eu saia chateada e ele ia atrás de mim. E me puxava pra si e dizia ”Fica assim não gatinha, é brincadeira” e dava aquele sorriso. Aquele sorriso. E eu fazia qualquer coisa por aquele sorriso. E então eu me soltava e corria e ele ia atrás de mim. Como duas crianças, com algodão doce e balões. E aos domingos você comprava sorvete e me acordava pra gente fazer uma maratona dos nossos filmes preferidos. Aqueles quais nós já sabiamos as falas. No fundo isso era apenas uma desculpa pra gente arrumar mais tempo pra ficar junto. E deitamovamos no terraço e ele perguntava pra mim o que eu estava pesando e eu respondia ”Nada” e ele olhava pra mim e ria. Ele sabia que eu penso demais e que odeio ”nada”. Porque nada é pouco e ele sabe que não me contento com pouco e muito menos com nada. E por ele saber disso eu o amava cada vez mais. Eu por já saber a resposta não perguntava no que ele esteva pensando. Ele estava pensando na Maria. Sua ex noiva. Como ele mesmo se refere ”a maior tristeza da sua vida”. O acontecimento que fez ele tentar se preencher de outras, cheias de vazios. De meias bocas, meias vidas, meios inteiros. Meias mulheres. E antes que eu pudesse terminar de pensar ele falou ”Obrigado por ter me adotado”, entrelaçou seus dedos nos meus e sorriu. Aquele sorriso. E tirou uma flor do bolso. Uma azaléia. E pela primeira vez eu soube que não era de próposito. E ele não riu. E foi daí que eu soube que tinha alguma coisa errada. Não estavamos mais falando das estrelas que viram buracos negros, nem das pessoas que passavam a baixo do terraço, nem do próximo sabor de sorvete que tomaríamos. Estavamos falando da sua doença terminal. A qual ele não havia me contado. Tentava argumentar que não queria que eu me aproximasse dele por pena. E deu aquele sorriso e me abraçou. E choravamos. Eu chorei por perder mais um pedaço de mim e ele chorou por me perder. Era a última semana de vida dele. Me agarrei contra o seu corpo como se aquilo fizesse toda a minha vitalidade passar para ele. Mas não foi isso que aconteceu. Aquele sorriso que eu tanto amava ao longo dos dias foi perdendo a força, o brilho, até que um dia se apagou. Em meio as coisas que ele deixara pra mim com o dizer “Pra você lembrar de mim, pequena” tinha algumas fotos, alguns bilhetes citando Los Hermanos e tinha uma carta que nunca tinha sido enviada com o meu nome. Não contive as lágrimas. Não pude. E abri a carta com dois parágrafos não muito elaborados e cheios de frases desconexas cheias de sentimentos. ”Eu não consegui contar a você” preenchia a maior parte das orações. Ou ”Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida” e ainda ”Você era a minha unica saída” e por último ”Ainda vamos correr por muitos parques com balões coloridos, pequena.” Enquanto eu idealizava a nossa vidinha, você vivia os últimos momentos da sua. Enquanto eu te desejava em segredo, não tive a capacidade de ver que você me desejava abertamente. ”I am you” dizia a última frase do segundo paragrafo. E eu joguei azaléias no seu túmulo e chorei pelo bem-me-quer que eu desperdicei."
Luiza em ”Ana”, bem-me-quer (via o-que-vi-da-vida)

(via desapegar-se)

— 42 minutes ago with 86 notes
"Ninguém ajudou, me virei sozinha. Isso me endureceu um pouco mais."
Caio Fernando Abreu  (via i-have-feelings)

(Source: deposito-de-tirinhas, via i-have-feelings)

— 2 hours ago with 5988 notes
"[…] e a gente aprende que realmente podemos suportar… que realmente somos fortes, e que podemos ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais."
William Shakespeare    (via criticasdepoeta)

(Source: oxigenio-dapalavra, via criticasdepoeta)

— 2 hours ago with 5510 notes

Quando uma garota sonha com um namorado, ela não quer ouvir promessas. Quando uma garota sonha durante a noite, é fácil de adivinhar o que ela sonha. Sabe aquela sensação de fogo que está dentro de você? Diga-me como é se sentir vivo. Diga-me como é ter um amor pra vida inteira. E depois disso, só me diga que ele me ama e que nunca vai me deixar. Pode-se dizer que uma garota tem sonhos de princesas e príncipes, mas ninguém sabe quantas dores ela carrega dentro do coração, e essas dores não são de saltos durante festas, olhos que ardem se ela usa lentes de contato. São dores que pessoas a causaram e nem se quer sabem disso. Por isso que durante a noite ela diz a si mesma que nunca mais vai chorar. Mas durante os sonhos, depois do mar de lágrimas, ela vai sonhar com você. E vai ter sonhos tão intensos que ela nunca mais vai querer acordar, mesmo que pra isso, ela tenha que sumir. Por isso, trate uma garota que te ama como uma rosa. A rosa mais delicada do seu jardim, aquela rosa que vai deixar o seu jardim o mais lindo e mais charmoso possível, mas não se esqueça que todas as rosas possuem espinhos. E as vezes eles não machucam os outros, e sim a elas mesmas porque, desde quando ela carrega aquilo que todos temem? Desde quando ela carrega aqueles espinhos que podem machucar tanto quem ela menos quer e sem perceber? Desde sempre.

— 2 hours ago
"Tenho você em todos os cantos e partes de mim. Te carrego não somente em meus pensamentos e sorrisos mas, também, em meu coração. E é graças à você essa sensação de que não falta mais nada para me tornar completo. Porque você, meu bem, já me tornou."
Plenitude  (via segredosdeumpoeta)

(Source: p-l-e-n-i-t-u-d-e, via segredosdeumpoeta)

— 2 hours ago with 3495 notes